O hábito da leitura


Por mais que eu ame escrever, faz muitos anos que parei de ler livros, o máximo que consigo é ler livros com contos e crônicas. Ao longo dos anos fui perdendo o gosto de ler. Isso aconteceu depois do “boom” do Harry Potter. Na época eu não gostava muito de ler historinhas, mas minha mãe fez um trato que se eu não lesse o livro, não veria o filme e na época eu adorava seguir as modinhas do momento.

Quando era adolescente, meus livros eram sobre contos de assassinato e suspense, outros eram sobre matemática para crianças, eu adorava, não sei o que eu via de tão legal, mas era o que eu gostava. E era tudo da biblioteca da escola, então não tinha que pagar nada.

Acabei lendo o Harry Potter até o quarto livro apenas, porque minha mãe “surtou”. Eu levava o livro no banheiro e até no provador de roupas de lojas nos shoppings. Eu fingia que estava experimentando roupas e ficava lendo. Meu intuito era acabar logo pra poder ver o filme. Nem terminei esse livro, mas Harry Potter me fez perder total gosto pela leitura porque me fez pensar que eu penso errado.

Tudo que imaginei lendo, não tinha NADA a ver com o filme e, sério, uma amiga amante da leitura disse que isso é completamente normal e que, por isso tinha muita gente que ou gostava só do filme ou só do livro. Mas, de verdade, eu descobri que vivo em outro mundo. O que eu imaginei da leitura não fazia nenhum sentido com a história do filme.

De uns anos pra cá, por ter parado de ler, hoje, vejo que perdi total habilidade de foco. Não consigo ler 2 páginas e continuar o resto depois. Eu esqueço tudo e tenho que recomeçar, ou seja, faz muito tempo que não termino um livro sequer.

Ficar doente essas duas semanas, me deu oportunidade de ter tempo de ler um livro de 250 páginas em dois dias, o que foi um milagre. Agora, baixei um app chamado Goodreads e me fiz uma meta de ler ao menos 7 livros este final de ano, nem que sejam livros bobos, mas que eu termine.

É difícil eu me prender a algum livro de história fictícia, romance, etc, mas tem um específico que comprei lá pra 2013, eu acho, que se chama “Aconteceu em Paris”, da Molly Hopkins. Esse livro me prendeu de uma forma impressionante, ainda mais que comecei a ler depois de ter morado em Paris por um mês, estudando Francês. Agora, voltei a ler e, até ontem, estava me perguntando se começava do zero ou da página que eu tinha parado, uns anos atrás.

Eu, taurina, preguiçosa, queria voltar a ler do meio do livro, com algumas lembranças da história, mas resolvi começar tudo de novo e ver em quanto tempo consigo terminar um livro de mil páginas. Vou aproveitar que ainda estou em recuperação do hospital.

Não sei se vocês curtem leitura, mas esse livro é muito engraçado e conta a história de uma moça um tanto atrapalhada, desiludida do amor, e tem uma aventura bem engraçada no meio, acho que é uma comédia romântica até onde li.

Estava aqui organizando a lista de livros para ler no aplicativo e resolvi postar sobre isso como memória de que um dia eu tentei voltar ao hábito da leitura. Me desejem boa sorte!

Boa noite! (01:25am)


Aos antigos leitores


Boa noite, pessoal!

Dei uma repaginada no blog como vocês devem ter percebido, certo? Hoje, pensei bem e, decidi continuar o blog em Português para quem esteve me seguindo todo esse tempo. Eu não vou traduzir para o Inglês porque requer tempo e minha inspiração para ambas línguas é bem diferente. Então, se vocês não sabem Português, desculpem.

***I’ll be not translating to Portuguese because it takes time and my inspiration in both languages is quite different and I’m sorry for that.

Maio foi o mês de muitos desastres e aprendizados. Junho tem sido também uma lição, bem pesada por sinal.

Maio foi o mês em que eu completei 29 anos. Planejei minha comemoração de aniversário com muita antecedência com colegas de trabalho e alguns amigos em um lugar que conheci por acaso, graças a um pessoal muito legal que conheci nos últimos anos. O planejamento levou quase um mês e era para ter sido um dia somente com boas memórias, mas infelizmente, uma pessoa teve a pachorra de estragar o dia e, sinceramente, ainda não digeri a situação, mas vida que segue. Este evento me mostrou boa atriz por seguir até o final da festa com classe e derrubou mil máscaras da tal pessoa, foi realmente impressionante. Agora, sinto que perdi dinheiro e tempo por conta de um ser, mas ao menos, quebrei a cara antes dos 30.

Do final de Maio pra cá, só desgraça. Duas semanas longe do trabalho por ter pego Influenza mesmo depois de ter tomado a vacina. Uma semana trabalhando caindo aos pedaços. Um sábado quase desmaiando no trabalho e logo em seguida fui parar na UTI do hospital com Meningite Viral. Olha que mês fantástico!

Eu saí ontem da internação do hospital e estou de repouso em casa, sem poder trabalhar ainda por conta do tratamento e pelo fato de eu ter perdido a força das pernas e não conseguir andar de tanta dor por uma semana. Cheguei a andar até de bengala e ser carregada de cadeira de rodas. Estou voltando a andar, mas ainda pareço um bebê andando sem equilíbrio. Estou tomando banho sentada numa cadeira de plástico por risco de queda há mais de uma semana. Estou a ponto de surtar.

Hoje, consegui colocar as planilhas em ordem no computador, finalmente. E, estou impressionada com tudo que aconteceu nas últimas semanas em que estive doente. Estava tão entediada no quarto de internação que li muita coisa sobre investimento e, lá do quarto, comecei a investir meu dinheiro em Tesouro Direto, Renda Fixa e Ações. Entrei no hospital e saí investidora. Agora estou feliz por ter ganho cerca de 2 reais depois de 5 dias fazendo nada na cama do hospital.

Ficar doente na verdade, me permitiu enxergar e fazer coisas que deixei de fazer e me tornou outra pessoa. Além de investidora, consegui ler um livro em 2 dias. Faz sei lá quantos anos que não leio UM LIVRO. Estou tão orgulhosa de mim! Sério!

Mas agora falando sobre a doença, eu estou ainda aflita porque fizeram aquele exame “mara” de tirar o liquor da medula e estão fazendo uma nova análise sobre ele. Foi a primeira vez na vida que fui parar na UTI de um hospital. Eu achei que ia morrer, principalmente depois de passar 2 vezes em um outro hospital e ninguém entender o por quê de eu ter parado de andar do nada. Graças a uma amiga, troquei de hospital no final e agora estão me dando a devida atenção.

Sobre o exame do liquor: estou traumatizada para sempre.

Estou com medo. No fundo, estou positiva, afinal, recebi alta, mas estou com medo do que vai dar nesta segunda análise do liquor. Só espero que não peçam outra extração, porque eu fiquei tão traumatizada que comecei a chorar antes de o médico dizer que ia analizar o mesmo líquido que tirou antes. E, o trauma não é por conta da dor, mas da posição que tive que ficar e da agonia da agulha fincada na minha coluna.

Bom, hoje fui num lugar religioso e o moço disse que essa situação tinha que acontecer, é tudo lição. E eu acredito, sabe? Mas, que foi tenso, foi!

Hoje, resolvi postar porque estou a ponto de explodir. Não fiz muita coisa, mas houveram muitas tensões nessas últimas 14 horas.

Sabe uma coisa estranha que aconteceu? Fiquei internada e não tive vontade alguma de ver filmes ou de ouvir música, coisa que eu gosto muito. Estou até enjoada de rede social de tanto que fiquei mexendo lá. Pra vocês terem uma ideia, o app mais usado de hoje foi a calculadora, ou seja, finanças ajeitadas.

E, sei lá. Estou me sentindo outra pessoa. É muito dramático dizer que passei perto da morte, mas dizem que, quando a gente passa por esses momentos, a gente muda. E, eu sinto que mudei muito.

Acho que 2019 já me ensinou muita coisa, espero que daqui pra frente melhore e seja menos dramático e com menos visitas a hospitais. Torçam por mim, por favor!