Julho já está acabando


A pandemia por um momento, parecia que havia parado o tempo, mas já estamos na última semana do mês.

Para quem achou que não sobreviveríamos, sobrevivemos.

Estive em casa presa sem sair pra quase nada desde 12 de março. Únicos lugares que eu fui foram:

1 – Drive Thru do Mc Donald’s

2 – Fui comprar um Bonsai

3 – Fui no hospital por causa do tratamento que faco

Minha primeira “quebra de quarentena” foi esta semana. Fui no estúdio de um amigo Youtuber que também só trabalha em Home Office e não sai. Gravamos uma propaganda bem divertida para o Mc Donalds.

E este é o resumo dos últimos 5 meses. Kkk Se quiserem ver o vídeo, está aqui!

Vídeo no YouTube – André Fontes


Quinto mês de “quarentena”


Mês de fevereiro aconteceu de uma forma que, parando para pensar agora, tudo que eu gosto, eu fiz.

1 – Fiz hospedagem de doguinhos em casa

2 – Tomei aquele chá mate gelado e comi meu sanduíche de rosbife favorito em um dos meus bares favoritos

3 – Comi burrito num foodtruck

4 – Matei larica pedindo delivery de Sukiya

5 – Dancei muito forró e viciei na música Anunciação do Alceu Valença

6 – Conheci a Praça Benedito Calixto que sempre ouvi falar mas nunca fui

7 – Comprei roupas novas na feirinha da praça

8 – Dei rolês random e conheci bastante gente nova

9 – Comi churrasco coreano, umas das comidas que mais gosto

10 – Tomei shot de Limoncello, meu licor favorito

11 – Tomei Cotuba – refrigerante de guaraná do interior

12 – Recebi flores e aproveitei o Valentine’s

13 – Virei tia de uma Yorkshire

14 – Comi uns lanche gigante com amigos

15 – Comprei um dos copos mais bonitos que eu já vi do Starbucks

16 – Dei um passeio com amigos na feirinha da Paulista – adoro – comida e joguinhos infantis

17 – Fui num restaurante super diferente, antigo e tradicional italiano e descobri que comer nhoque dia 29 atrai fartura.

18 – Fui com a família me entupir de comer no Tanka, buffet de comida oriental, à vontade

19 – Assisti comédia romântica no Netflix

20 – Experimentei comida do Congo num restaurante tradicional africano

21 – Fui para bloquinhos com amigos e encontrei amigos

22 – Assisti novela coreana

23 – Comi Pizza do 1900 – a melhor

24 – Comi caranguejo fresco comprado na estrada da praia haha e cozinhado pela minha mãe

25 – Bebi vinho com as amigas

26 – Encontrei uma amiga que veio de Paris

27 – Comemos muita coxinha no Veloso – e bebemos muita caipirinha

28 – Aprendi a fazer hot pot chinês com frutos do mar em casa – baseado na receita de um restaurante que fui na Florida

29 – Fui no bloquinho com a familia

30 – Usei pela primeira vez a função de brigadista e ajudei a tirar o povo do prédio da firma

31 – Fui na Vila Madalena

32 – Fui na Tok & Stok e fiquei sonhando – como sempre

33 – Comi Lamen no Kazu com a amiga que ia embora pra NY

34 – Fui no Paris 6 com ela torrar o VR

35 – Finalmente, fui no show dos 4 amigos

36 – Depois de 2 anos “namorando” almofadas na MiniSo, comprei uma num dia q tava na bad – melhor compra

37 – Fui no Eu Tu Eles curtir com amigos e acabamos no Villa Country e voltamos pra casa 6 da manhã

38 – Comi crepe “francês” de queijo

39 – Comi pão de queijo e tomei expresso tônica a última vez no meu café favoriyo

40 – Visitei pela última vez um templo que eu gosto de ir

E aí, veio dia 12 de Março, quando fui mandada para casa, para viver em Home Office até 2021. Nunca mais saí, nunca mais vi ninguém.

Minhas maiores aventuras: drive thru do Mc Donald’s e comprar uma planta.

Para não dizer que vi ninguém, fui ao hospital, mas só por causa do tratamento mensal que faço. E, entreguei coisas na casa de uma amiga, mas tudo de longe, um horror.

Hoje é dia 21 de Julho. O quinto mês “presa” já está acabando e não da para acreditar.

A gente que lute. Kkk

Mas, o que me salva é tentar sempre pensar positivo. E, buscar o que há de lição em cada dia, enxergar ao menos 1% de bom em cada coisa que acontece, sabe? – por mais difícil que seja

Olhando para as coisas que rolaram desde o começo do ano e principalmente desde Fevereiro, eu fiquei mal por um tempo, por não poder mais viver as coisas que vivi, ou viver as coisas que eu sonhava em viver.

Esta pandemia me separou de muita gente querida e me tirou chances de viver coisas muito boas. Mas, talvez, todos nós precisássemos desse tempo longe, uns dos outros, para refletir e decidir o que se quer e o que não se quer.

Acredito, independente de religião, que tudo que acontece tem um propósito. E que quando passar, talvez, possamos entender melhor.

Agora, o que nos resta é apenas se adaptar e aceitar, tanto a situação em que vivemos, assim como aceitar a nós mesmos, como somos. É tempo de analisar a vida, as pessoas, os ambientes e nos conhecer melhor. É tempo de identificar os problemas e tentar arrumar, organizar a vida, sabe?

Não é todo dia que dá aquele ânimo, eu sei, mas lembre-se, um passo de cada vez. Cada um no seu tempo. Cada um com seu relógio, não há pressa.

Está tudo bem e, se não está, vai ficar tudo bem.

Acredite.

Corina Evelyn