O título deste post é um remake da mensagem de um amigo.

O ano mal começou e já tomei a primeira má decisão do ano. Acabei de ler um post chamado “A triste geração que prefere mentir do que sentir“. Ultimamente tenho lido posts de blogs que sigo para me ajudar a curar o coração. Espero não ser a única a fazer isso.

Esse último texto me fez sentir melhor quanto a minha má decisão. Eu passei muitos anos mentindo o que eu sentia por medo do “não”. As amigas sempre dizem “o não você já tem”. É, mas dói.

Faz exatamente dez anos que me obrigo a conter meus sentimentos e sigo sofrendo sozinha. O final do ano passado resolvi parar de mentir a mim mesma e soltar tudo de uma vez. Chegou ao ponto de que tinha coisa demais entalada na garganta e apertando meu coração. Bom, saiu tudo e, estou aliviada e feliz, por incrível que pareça.

Agora, quanto a melhorar a vida em 2020…

A cada ano que passa, fica cada vez mais clara a checklist das missões do ano, graças à minha busca incessante ao auto-conhecimento. Sou uma pessoa que, cresci de modo bem tradicional, mas depois do meu primeiro intercâmbio em 2012, eu nunca mais fui a mesma. Por muitos fatores, demorei muito para ter meus próprios pensamentos e tomar minhas próprias decisões. Antes eu vivia confinada em um mundinho com pessoas de mentes extremamente fechadas. No intercâmbio, tive três meses que me abriram caminho para uma vida melhor.

2014 foi o ano chave que abriu portas e me encaminhou ao rumo que segui em 2018, e continuo neste caminho. A evolução sempre foi devagar, mas é constante, ouvi que cada um tem seu próprio tempo de aprendizado e, por mais que eu ainda não aceite o meu, é fato. Eu nunca achei que eu fosse capaz de largar tudo e começar a vida do zero. Well, de 2014 para cá, dei vários resets na vida. Não me arrependo de nada do meu passado, mas acho que sempre é tempo de recomeçar. E, nessa brincadeira, morei em 5 países, além do Brasil, em 6 cidades diferentes.

Muita gente não entendeu o meu sumiço em 2014. Foi um mal necessário. Não foi por falta de consideração, mas acabei cortando muitos contatos na época. Foi um surto de identidade, acho que todos temos esta fase, mas eu literalmente quis sumir do mapa. E, foi a melhor coisa que eu podia ter feito. Várias coisas que eu acreditava, passadas por outras gerações, deixaram de ser verdades absolutas. Para uma Taurina nata, foi difícil mudar a forma de pensar, mas tive ajuda da tal da minha Lua em Sagitário. Um exemplo disso era que eu acreditava que apenas as amizades antigas eram as mais importantes. Algumas ainda são, outras nem tanto, eu costumava perder muito tempo me chateando e estressando querendo reunir pessoas que hoje, estão em caminhos totalmente diferentes. Hoje, eu aprendi a abraçar o novo.

O surto foi grande a ponto de eu não saber em quem confiar, deletei muita gente das redes sociais e, só falei para os mais chegados onde eu estava. Eu, literalmente, me enfiei num avião e não voltei por mais de 2 anos. Claro que eu tive muita sorte, não é qualquer um que tem a oportunidade. Eu tive, e sou muito grata. No começo, eu queria mas não queria ir, porque um dos meus maiores ranços sempre foi as pessoas definirem filhos únicos como mimados. Eu sou filha única e mimada sim, mas nunca bati a perna pra conseguir nada, sempre ganhei por livre e espontânea vontade. As pessoas me faziam sentir culpada por ter uma vida boa e eu me sentia péssima. Hoje, assalariada, nem tanto.

Quase que não parto nessa aventura por me preocupar com o que os outros pensam. Por sorte, em 2014 eu participei de algumas sessões de coaching  e no meio dos papos, a mulher me convenceu de que não era culpa minha se os outros invejavam minha vida. À partir daí, foi a primeira vez que pensei mais em mim que na opinião alheia. Era difícil aceitar que não era culpa minha por ter uma vida abençoada. Até hoje, ainda é, mas não sofro mais tanto com isso por ter uma vida mais independente.

Eu mudei tanto que eu até me assombro ao pensar do passado. Não que eu me arrependa, mas eu queria ter tido o conhecimento que tenho agora mais cedo. Eu cresci num ambiente em que eu estava sempre atrasada em relação a tudo, não é à toa que sofro de ansiedade. Eu realmente levei bastante tempo para amadurecer, confesso, mas as pessoas não tinham nenhuma noção do meu estilo de vida. E, ainda não têm.

Amadurecer. Evoluir. Tudo mudou.

Depois de tantas experiências, aos 28 anos, não posso mais afirmar que tenho uma única crença ou que tenho certeza de qualquer coisa. Eu acredito de tudo um pouco, minha visão sobre a vida, energias, espiritualidade, mudaram completamente a forma como vivo e como trato o próximo. Acredito que evoluir é abstrair quaisquer diferenças e apenas aprender, ser cada vez melhor, independente de raça, sexo, idade, crenças, etc. Afinal, se tirar toda carcaça, por dentro, todos temos caveira e esqueleto, ou seja, somos iguais. Viver longe me fez enxergar coisas que muitos não vêem.

E, sobre mudar as minhas concepções de vida, em 2012, no meu estágio, a supervisora tentou me convencer de não ir embora quando resolvi fazer outro curso. Ela disse que eu não poderia gostar ou fazer de tudo. Ela usou o seguinte exemplo: “O pato nada, voa, anda, corre, mas é desengonçado pra tudo, não faz nada direito. Você precisa escolher nadar ou voar ou andar ou correr e fazer uma coisa só e fazer bem!” Na época, eu entrei em parafusos e me senti péssima. Mais uma vez dei ouvidos a alguém que não sabia o que falava. – mas me demiti da mesma forma – Hoje, minha resposta seria “E, se o pato estiver feliz?”

Estamos vivendo num mundo onde todos querem provar algo que não são, para uma sociedade que também não é o que diz ser. Impõem regras que nem eles mesmos seguem.

No contexto dela, posso ser considerada um pato mesmo, pelo fato de que passei por todas as áreas possíveis: Biológicas, Exatas e Humanas. Mas, hoje, vejo que está tudo bem eu gostar de tudo um pouco.

Aprendi, desde castrar um cachorro, programar um site/aplicativo, ou escrever artigos a uma revista. Posso não ser perfeita, mas tudo que fiz, me esforcei e todas essas experiências me levaram a ser autodidata. Em alguns meses, vou poder afirmar que falo três línguas fluentemente, além do Português. Quem um dia duvidou de minhas capacidade na escola, não perde por esperar!

É por isso que, por mais que eu tenha tomado uma decisão errada no primeiro dia do ano, pelo menos, posso dizer que aprendi e, melhor que isso, perdi mais um medo. Evoluí.

Voltando ao post que li, estamos vivendo entre pessoas que mentem o que sentem por medo de sofrer, quando sofrer é um mau necessário. Decidi parar de mentir meus sentimentos em 2019, melhor falar, melhor sofrer, o negócio é aprender!

Pra finalizar o post, 2020 vai melhorar sim, migos! Tem 2019 inteirinho para aprender coisas novas para ter um ano muito melhor! Como eu sempre digo: “É cagando que se aduba a vida!”

2018 acabou. 2019 começou com metas. 2020 já está com planejamentos no rascunho!

Falando nisso, preciso comprar um caderno e uma agenda. – lembrete – Melhor eu ir pra casa, se eu contar que ainda estou na mesa do trabalho, vocês acreditam? Eu não sou normal, eu sou uma Pata. Ser normal é para os fracos! kkk (03:48am)

Feliz Ano Novo!!!

 

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One Reply to “Relaxa, miga! 2020 melhora!”

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